Caminhos do Sul

"Para conhecer a si mesmo é preciso, antes, conhecer o seu povo"

terça-feira, 16 de junho de 2009

Caminho das Pipas: um roteiro de vinho e hospitalidade em Rolante

Por: Eliza Maliszewski e Renate Melgar

Em 2006, os produtores de vinho da comunidade de Boa Esperança, localizada no interior do município de Rolante, conhecido por sua forte colonização alemã, uniram-se para criar um roteiro turístico que valorizasse a potencialidade dos vinhedos da região. A partir desta iniciativa, surgiu, a 17 km do centro de Rolante, o Caminho das Pipas, o qual percorre sete propriedades rurais e onde é possível degustar e comprar uma infinidade de quitutes artesanais, como pães, cucas, salames, queijos e doces, além dos vinhos.
O roteiro é integrado por oito cantinas cercadas de vegetação nativa e especializadas na típica culinária italiana. A hospitalidade é garantida pelas oitenta famílias italianas que habitam os arredores do Caminho das Pipas. O acesso ao local é por estrada de chão, partindo do centro pela Estrada de Areia.

Você conhece Rolante?

Foto: Embrapa

Fonte: ClicRBS e Secretaria Estadual de Turismo

terça-feira, 9 de junho de 2009

Um pedaço da Polônia em solo brasileiro

Por: Eliza Maliszewski


Dom Feliciano está localizado na Região Centro Sul, distante 171 km da capital. Está a 154 metros acima do nível do mar, integrante da bacia hidrográfica do Rio Camaquã e tem uma população estimada em 14 mil habitantes. Foi emancipado em 9 de dezembro de 1963 de Encruzilhada do Sul, anexando áreas de São Jerônimo e Camaquã. A concentração está no interior, com cerca de 80 % da população residindo na área. A subsistência é baseada na agricultura sendo praticado, em larga escala, o plantio do tabaco e em menor os hortifrutigrangeiros e bacia leiteira.

Vista do centro da cidade
Foto: Casa da Cultura

A cultura polonesa é uma tradição mantida na cidade. Transmitida de geração em geração se mantêm até os dias de hoje. Na Casa de Cultura do Imigrante Polonês é possível encontrar vestes, utensílios, mobília e a história dos imigrantes que vieram em 1892. A religiosidade é notável nos monumentos como a Cruz do Imigrante, que é como um mirante sobre a cidade, e o Santuário de Nossa Senhora de Czestochowa.


Cruz do Imigrante
Foto: Eliza Maliszewski

São realizados casamentos tradicionais, comidas como czarnina (sopa parda de pato), kiełbasa (linguiça), zrazy (bolinho de carne), pierogi (pastel de nata) e eventos como powieczorek (café da tarde) e kolacja (janta), que reúnem a população.


Czarnina - feita de sangue de pato, ganso ou marreco e acompanhada de macarrão e batata-doce
Foto: Blog Santa Paula


Você conhece Dom Feliciano?



Fotos: Eliza Maliszewski

Rio Pardo: o berço da colonização portuguesa no Rio Grande do Sul

Por: Renate Ritzel Melgar

Localizado às margens do Rio Jacuí, o município de Rio Pardo é um dos quatro mais antigos do Rio Grande do Sul e de grande importância histórica para o Estado.
Nos
séculos XVII e XVIII, o município compreendia quase 157 mil quilômetros quadrados, mais da metade do território gaúcho, de onde se desmembraram mais de 200 municípios. Era habitado pelos índios Tapes, que foram, depois, civilizados pelos jesuítas espanhóis das Missões Orientais, por volta de 1633.
Em
1715 chegaram à cidade os primeiros colonizadores lusitanos, os quais fizeram com que Rio Pardo se transformasse no berço da colonização portuguesa no Rio Grande do Sul.
Fotos: Renate Ritzel Melgar


segunda-feira, 8 de junho de 2009

Bem-vindo a Boa Vista do Buricá

Por: Eliza Maliszewski

O pequeno município de Boa Vista do Buricá, localizado no Noroeste gaúcho, é conhecido como “Terra de Empreendedores”. O codinome é garantido pela criatividade e inovação dos seus pouco menos de sete mil habitantes.
O nome Buricá provém do rio que nasce no interior do Estado do Rio Grande do Sul e deságua no Rio Uruguai. A origem do nome é tupi-guarani, pois "Buri" é espécie de palmeira e "Caã" significa mato. Assim, juntando os dois significados, pode-se dizer que Buricá, significa "mato de palmeiras". Há de fato, uma espécie comum, muito abundante, de palmeiras nesta região, conhecidas como coqueiros.
Os primeiros colonizadores eram procedentes das Colônias Velhas, como Santa Cruz do Sul, Rio Pardo, Roca Sales, Venâncio Aires, que saíam em busca de terras melhores. Iniciada a colonização, muitos agricultores, todos de origem germânica, moradores das "terras vermelhas" da Colônia de Santa Rosa, venderam tudo e se estabeleceram nas "terras escuras".
Você conhece Boa Vista do Buricá?


quarta-feira, 27 de maio de 2009

Salto do Yucumã: a maior queda d'água do mundo

Por: Renate Ritzel Melgar

O Salto do Yucumã, localizado no interior do Parque Estadual do Turvo - primeiro parque criado no Rio Grande do Sul, em 1947, no município de Derrubadas - é a maior queda d'água longitudinal do mundo, com 1.800 metros de extensão. Situado no Rio Uruguai, na fronteira do Brasil com a Argentina, o Yucumã possui quedas de até 12 metros de altura, atingindo uma profundidade que varia entre 90 e 120 metros.



O salto, cercado por 20 hectares de mata fechada no Extremo Oeste do Rio Grande do Sul, quase divisa com Santa Catarina, possui, em seus arredores, o último reduto da onça-pintada no Estado - o maior felino encontrado na América Latina -, abrigando, também, outros animais ameaçados de extinção, como o puma, a anta e o cateto. Mais de duzentas espécies de aves também fazem da região do Yucumã a sua morada, como o pica-pau-rei.

Inserido numa região tradicional entre os campos gerais e as áreas de formação das depressões encostadas no rio, o Salto do Yucumã foi tema de grandes reportagens de programas televisivos, como o Globo Repórter
, da Rede Globo, e No Coração do Brasil, da TV Bandeirantes.

Irã Dornelles, um dos pesquisadores que acompanhou a equipe de reportagem do programa global, conta que a experiência de gravar em meio a maior floresta do Rio Grande do Sul é uma grande prova de resistência, equilíbrio e coragem:

- A vegetação lembra a Amazônia. Árvores altas, pouco sol e muita umidade. A gente caminhava sobre cascatas lisas como sabão. A cada passo achávamos marcas diferentes, como pegadas de jaguatirica, pelos de porco-do-mato, carrero de anta... Lá é o verdadeiro refúgio dos bichos ameaçados de extinção, por onde atravessamos a pé para chegar perto e captar imagens dos grandes animais.

A reportagem apresentada pelo programa comandando por José Luiz Datena, No Coração do Brasil, pode ser conferida em duas partes no site oficial da Band.



terça-feira, 26 de maio de 2009

Museu do Pão é modelo de arquitetura em meio ao "Mate"

Por: Eliza Maliszewski

Ilópolis, distante 196 quilômetros da capital, na Região do Vale do Taquari, tem pouco menos de 5 mil habitantes e foi colonizada por imigrantes italianos, em 1915. Baseia sua economia no cultivo, extração e industrialização da erva-mate. Daí deriva seu nome: "Ilex paraguariensis", somado a "polis", isto é "Cidade da Erva-mate".

Moinho Colognese - Foto: Edson Mahfuz

Mas não só de erva-mate podem se servir os turistas. Conhecido internacionalmente como modelo de cidade ecológica, o município voltou a se destacar fora do país com o Museu do Pão e Oficina de Panificação. Um dos arquitetos responsáveis, Marcelo Ferraz, explica que o antigo moínho foi restaurado e acrescidas duas construções contemporâneas:

- Para que não ficássemos no saudosismo dos velhos tempos, criamos uma oficina de panificação e um pequeno museu sobre o pão. Novos atores que vestiram roupas novas em sua arquitetura. Assim se valorizou o velho moinho - acrescenta.
Ferraz assina o projeto junto com Francisco Fanucci. O conjunto arquitetônico já foi premiado em salões internacionais de arquitetura. No prédio do
Moinho Colognese, de 1930, erguido por imigrantes italianos, o depósito da sacaria ganhou novo uso. Nele deverá funcionar a bodega, uma confeitaria e cafeteria onde serão servidos produtos preparados na oficina.

Você conhece Ilópolis?

Fontes: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&newsID=a2423687.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Il%C3%B3polis

Cultura reunida

Por: Eliza Maliszewski


O Museu do Imigrante Polonês, localizado em Dom Feliciano, na Região Centro Sul, participou, pela primeira vez, da 7ª Semana Nacional dos Museus. De 17 a 23 de maio os visitantes puderam apreciar a exposição “Fotos de uma Época”. As imagens retratam o município logo após sua emancipação, em 1964.

1º Prefeito: Catulino Pereira da Rosa ligando o Gerador de energia a óleo - luz pela 1ª vez na cidade-1968


Paralelo a isso foi realizado um concurso de redação entre os alunos das oitavas séries das escolas municipal e estadual. O tema proposto era “ A importância do Museu para mim e minha comunidade”.
Fonte: Casa de Cultura do Imigrante Polonês de Dom Feliciano